Por Larissa Menocci e Luiza Arcuschin – Dream Facilitation

Para muitas pessoas, o começo de ano é um período positivo e propício para definir metas e planejar o ano que segue. Porém, o que fazer se após a euforia das festas você retorna para a rotina de um trabalho que não te dá a menor satisfação?

Essa é provavelmente a realidade de 85% dos trabalhadores no mundo. Segundo a pesquisa realizada pela Gallup, apenas 15% dos 1 bilhão de trabalhadores em tempo integral do mundo estão entusiasmados com seu trabalho. De acordo com esses dados, podemos concluir que estamos passando por um período de crise global de engajamento de funcionários.

As empresas já estão atentas para o fato de que o profissional que tem seus objetivos alinhados aos de sua organização vê seu engajamento crescer por encontrar sentido em seu trabalho. E o engajamento é algo que precisa ser renovado constantemente através de práticas de reconexão do profissional com o seu propósito, que pode ser realizada de diferentes maneiras, como por exemplo, incentivos para desenvolver novas habilidades e competências; incentivo ao autoconhecimento; reforço de confiança; e alinhamento do propósito pessoal com o organizacional, criando uma conexão com seu sentido.

Podemos tomar como inspiração a famosa visita do ex-presidente dos EUA John F. Kennedy ao centro espacial da NASA em 1962. Durante a visita, o presidente notou um faxineiro carregando uma vassoura. Ele interrompeu o tour, caminhou até o homem e disse: “Olá, eu sou Jack Kennedy. O que o senhor faz aqui?”. O faxineiro respondeu “Bem, senhor presidente, estou ajudando a colocar um homem na lua.”

Apesar de não ser novidade, pesquisas indicam que se torna cada vez mais importante para os funcionários incorporar o significado da empresa em suas funções. E para que isso ocorra, eles dizem, é preciso que a sua organização tenha seu propósito claro e as portas abertas para mostrá-lo.

E dado que 35% da força de trabalho consistirá em pessoas da geração Milênio até 2020 – e outros 24% serão trabalhadores da Geração Z – é hora de começar a abandonar os epítetos negativos e começar a abraçar os ativos dessa nova geração no trabalho.

Um bom exemplo de cultura organizacional que permite ao colaborador representar o propósito da empresa é a rede de hotéis Ritz-Calton, que oferece aos seus funcionários uma verba para solucionar os problemas dos clientes, criando assim uma experiência consistentemente elevada aos consumidores, resultando em maior fidelidade e atração de novos clientes.

Jeff Hargett, diretor sênior do The Ritz-Carlton Leadership Center, acredita que o engajamento dos funcionários – e o subproduto da excelente experiência do cliente – é fundamental para reduzir custos e aumentar a receita. “A mídia social expandiu a voz e o alcance do consumidor. Isso significa que você precisa que seus consumidores e funcionários sejam engajados e apaixonados por sua marca e experiência”, afirma o empresário.

Cada vez mais o mercado está evoluindo para a compreensão de que não basta mais ser especialista no seu produto ou serviço. Hoje em dia, organizações devem colocar as pessoas no centro da sua estratégia, e então desenvolver as melhores soluções focadas nelas. Isso é verdade tanto para os consumidores quanto para os seus próprios colaboradores, pois empresas são feitas de pessoas e de nada adianta uma estratégia genial sem uma cultura forte para executá-la.

WhatsApp chat